Incidência

Apendicite aguda

Apendicite aguda

A incidência da apendicite aguda está caindo, embora a razão para isso seja obscura. O risco relatado para toda a vida de apendicite nos EUA é 8,7% em homens e 6,7 em mulheres, e há cerca de 60 mil casos relatados anualmente na Inglaterra e no Pais de Gales. A apendicite é a emergência cirúrgica mais comum requerendo operação.

Simuladores da apendicite: enterocolite. linfadenite mesentérica secundária à enterocolite. infecções viróticas sistémicas, salpingite aguda, gravidez ectópica, mittelschmerz, fibrose cística, diverticulite de Meckel.

Na apendicite aguda inicial (a) existe uma inflamação aguda da mucosa do apêndice, que sofre ulceração (U). No lúmen pode haver pus (P). Nesta fase o paciente experimenta uma dor abdominal central mal-definida. Macroscopicamente (b) o apêndice geralmente está hipertrófico e os vasos serosos estão dilatados. Na medida da evolução da inflamação aguda (c), ocorre a disseminação para toda espessura da parede do apêndice (W) até atingir a superfície serosa (S). Isto causa uma peritonite aguda localizada, percebida com uma dor aguda, à direita da fossa ilíaca. Macroscopicamente o apêndice apresenta vasos serosos dilatados e um exsudato rugoso, amarelo e fibrinoso na superfície. Se a apendicite evolui (d), existe necrose da parede (W) do apêndice (apendicite gangrenosa). A camada muscular é substituída por um infiltrado inflamatório agudo e por músculo necrótico. A fraqueza resultante produz perfuração do apêndice, com liberação dos conteúdos intestinais na cavidade peritoneal, causando uma peritonite generalizada e deterioração grave da condição clínica. Macroscopicamente o apêndice apresenta uma cor de ameixa escura ou preta, e pode-se observar o local da perfuração.

  • Diegolegogato

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