Definição

Apendicite aguda é a inflamação aguda do apêndice vermiforme.

Esta é a mais comum condição abdominal aguda requerendo cirurgia. O diagnóstico diferencial inclui praticamente todos os processos agudos que podem ocorrer no abdome e alguns do tórax.
O apêndice, por muito tempo, foi considerado um vestígio de órgão, de valor apenas em função do aborrecimento que causava quando não funcionava bem. No entanto, contém grande quantidade de tecido linfóide e pode ter um importante papel no combate às infecções, sendo uma espécie de “amígdala do intestino”.

A inflamação no quadrante inferior direito era considerada uma doença não-cirúrgica do ceco (tiflite ou peritiflite) até que Fitz reconheceu a apendicite aguda como uma entidade distinta em 1886. A inflamação apendicular está associada a obstrução em 50 a 80% dos casos, geralmente na forma de um fecalito e, menos comumente, um cálculo biliar, tumor ou uma bolsa de vermes (Enterobius vermicularis). A secreção continuada de líquido mucinoso na víscera obstruída supostamente gera um aumento progressivo da pressão intraluminal suficiente para causar colapso subsequente das veias de drenagem. Então, a lesão isquêmica favorece a proliferação bacteriana, com edema inflamatório e exsudação adicionais, comprometendo ainda mais o suprimento sanguíneo. Não obstante, uma minoria significativa dos apêndices inflamados não tem obstrução luminal demonstrável, e a patogenia da inflamação permanece obscura.

Assim, o apêndice é mais ativo na etapa entre os seis e os vinte anos de idade, em que é mais provável a ocorrência da apendicite. Tal como as amígdalas, ele pode inflamar-se e até mesmo formar um abscesso, equivalente à amigdalite aguda supurada; mas, como não é visível, o procedimento mais seguro é a apendicectomia.

As doenças do apêndice são assíduas na clínica cirúrgica; a apendicite é a afecção abdominal aguda mais comum que o cirurgião é chamado a tratar. É uma das entidades médicas mais bem conhecidas; no entanto, pode ser um dos problemas diagnósticos mais difíceis enfrentados pelo médico socorrista. O diagnóstico diferencial deve incluir praticamente todos os processos agudos que podem ocorrer dentro da cavidade abdominal, bem como alguns distúrbios de emergência que afetam órgãos torácicos.

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